A bronquiolite, doença mais comum no outono, estação que começou oficialmente hoje no Brasil, e no inverno, é uma infecção respiratória que acomete, principalmente, bebês e crianças menores de dois anos. Caracterizada pela inflamação dos bronquíolos, pequenas vias áreas dos pulmões, é causada por diversos vírus respiratórios, como por exemplo o da influenza, que podem desencadear a doença. O principal agente causador, entretanto, é o “Vírus Sincicial Respiratório” (VSR), responsável por até 80% dos casos.
Os sintomas da bronquiolite podem variar de leves a graves. Normalmente, os iniciais, em sua forma mais leve, são semelhantes aos de um resfriado e podem incluir coriza, espirros, febre leve e tosse. Já os casos mais graves da doença são caracterizados por sintomas como respiração rápida e superficial, chiado no peito, aumento do esforço respiratório, dificuldade para se alimentar, cianose (pele, lábios ou pontas dos dedos arroxeados ou azulados), apneia (pausas respiratórias), vômitos e alteração do estado mental (irritabilidade ou sonolência).
E entre as principais formas de prevenção da doença, anote aí: manter as mãos sempre higienizadas (uma das formas mais eficazes de prevenir a propagação de quaisquer vírus respiratórios); evitar contato próximo dos bebês e das crianças, público mais vulnerável, com pessoas resfriadas ou gripadas; manter ambientes bem ventilados; evitar locais fechados, com aglomeração e com exposição a fumaça de cigarro.
Há vacina contra a bronquiolite?
Bem, de acordo com médicos e especialistas, ao manter a caderneta de vacinação das crianças em dia, outra importante forma de prevenção, os pais já estão ajudando a protegendo os pequenos. Mas uma, em particular, é fundamental contra a bronquiolite. Com o objetivo de proteger o bebê nos primeiros meses de vida, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece hoje a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório, imunizante que reduz o risco de formas graves da doença e de internações hospitalares por VSR.
A vacina, disponibilizada nos postos de vacinação de todo o país, é aplicada em dose única em gestantes, a partir da 28ª semana de gestação, que, após receberem a imunização, produzem anticorpos que são transferidos para o bebê por meio da placenta, conferindo assim a ele proteção passiva.
Atualmente, não há uma vacina contra o VSR indicada diretamente para bebês. No entanto, eles podem receber anticorpos prontos, chamados de “anticorpos monoclonais”, que ajudam a protegê-los contra formas graves da infecção, como o palivizumabe e o nirsevimabe.
No mais, fique atento: o cuidado precoce faz toda a diferença. Ao notar os sinais da doença, especialmente os mais graves, procure imediatamente por atendimento médico!