Firme no compromisso com a saúde da população, o Hospital Lindouro Avelar sempre fez questão de reforçar a importância da vacinação, principalmente em relação à prevenção da bronquiolite, e não por acaso. Uma divulgação do Ministério da Saúde, realizada nesta semana, apontou que a imunização de gestantes contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite em crianças, reduziu em 52,5% os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em bebês menores de 6 meses.
Segundo a publicação, no primeiro semestre de 2026, os casos graves em bebês menores de 6 meses caíram de 14.061 para 6.674, na comparação com o mesmo período de 2025. Nas demais faixas etárias infantis, a redução variou entre 8% e 13%, indicando um impacto mais expressivo justamente entre os bebês protegidos pela vacinação materna. De acordo com a pasta, um estudo em andamento estima que aproximadamente 6,8 mil casos graves tenham sido evitados entre crianças menores de 6 meses. Além disso, uma análise mostrou também que, em 2026, os bebês nessa faixa etária responderam por cerca de 35% das hospitalizações entre crianças de até 4 anos durante o período de maior circulação do VSR, percentual inferior ao observado antes da introdução da vacina.
Vacinação
Disponível na rede pública de saúde desde dezembro do ano passado, a vacina protege o bebê ainda durante a gestação, garantindo proteção nos primeiros meses de vida, período em que o risco de complicações respiratórias é maior. Indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gestação, o imunizante estimula a produção de anticorpos pela mãe, que são transferidos ao bebê durante a gestação, protegendo-o nos primeiros meses de vida, quando o risco de hospitalização por VSR é mais elevado.
Além da vacinação de gestantes, é importante lembrar que o Sistema Único de Saúde oferta ainda o nirsevimabe, um imunobiológico que também garante proteção imediata contra o VSR. O medicamento é indicado para recém-nascidos prematuros (até 36 semanas e 6 dias de gestação) e crianças de até 23 meses com comorbidades, como cardiopatias congênitas e doenças pulmonares crônicas.
Diferente das vacinas tradicionais, o nirsevimabe é um anticorpo monoclonal pronto, que passa a atuar logo após a aplicação, sem a necessidade de o organismo produzir anticorpos ao longo do tempo. Administrado em dose única, o medicamento oferece proteção por até seis meses e foi disponibilizado prioritariamente em maternidades e na Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (CRIE). Gestantes e responsáveis por crianças elegíveis devem procurar uma unidade de saúde para verificar a indicação da vacinação e do nirsevimabe, conforme os critérios estabelecidos para cada público.
Sobre a bronquiolite
A bronquiolite, doença mais comum no outono e no inverno, é uma infecção respiratória que acomete, principalmente, bebês e crianças menores de dois anos. Caracterizada pela inflamação dos bronquíolos, pequenas vias áreas dos pulmões, é causada por diversos vírus respiratórios, como por exemplo o da influenza, que podem desencadear a doença. O principal agente causador, entretanto, é o “Vírus Sincicial Respiratório” (VSR), responsável por até 80% dos casos.
Os sintomas da bronquiolite podem variar de leves a graves. Normalmente, os iniciais, em sua forma mais leve, são semelhantes aos de um resfriado e podem incluir coriza, espirros, febre leve e tosse. Já os casos mais graves da doença são caracterizados por sintomas como respiração rápida e superficial, chiado no peito, aumento do esforço respiratório, dificuldade para se alimentar, cianose (pele, lábios ou pontas dos dedos arroxeados ou azulados), apneia (pausas respiratórias), vômitos e alteração do estado mental (irritabilidade ou sonolência).
E entre as principais formas de prevenção da doença, anote aí: manter as mãos sempre higienizadas (uma das formas mais eficazes de prevenir a propagação de quaisquer vírus respiratórios); evitar contato próximo dos bebês e das crianças, público mais vulnerável, com pessoas resfriadas ou gripadas; manter ambientes bem ventilados; e evitar locais fechados, com aglomeração e com exposição a fumaça de cigarro.