Diante da confirmação de casos da Mpox neste ano de 2026 no Brasil, 56 até o momento no país, sendo três deles em Minas Gerais, dois em Belo Horizonte e um em Contagem, a equipe do Hospital Lindouro Avelar, ciente da preocupação que diversos moradores possam estar tendo, aproveita para, além de trazer algumas orientações, tranquilizar também a população, tendo em vista a atenção da Instituição quanto aos cuidados tomados em relação à doença.
Apesar do cenário atual não indicar em meio às notificações, segundo especialistas, aumento da gravidade da Mpox (em todos os casos registrados há a predominância de quadros leves ou moderados, sem registro de óbitos e sem indicação de agravamento em larga escala), o Hospital Lindouro Avelar segue preparado e em alerta, trabalhando diariamente, por meio de ações coordenadas e preventivas, com protocolos institucionais com orientações de condução de casos suspeitos à equipe, e total rigor para identificação e contenção de qualquer risco de disseminação da doença.
De acordo com a enfermeira Paula Alves dos Santos Justo Soares, enfermeira da Instituição, pós-graduada em Serviço de Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde e integrante do Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar, o Hospital, contando com uma estrutura física e técnica adequada para o atendimento de casos, está em vigilância contínua para todos e quaisquer indícios relacionados à Mpox.
Segundo Paula, após atendimento e avaliação médica, em caso de suspeita, a Vigilância Epidemiológica Hospitalar é rapidamente acionada para condução do caso e solicitação de coleta, em conformidade com os protocolos do Ministério da Saúde. “Quando há critérios clínicos para internação, o paciente permanece em leito isolado, sob precauções específicas, com adoção rigorosa das medidas de segurança, como uso adequado de EPIs e higienização das mãos. Caso não haja indicação de internação, ele recebe alta hospitalar e segue em acompanhamento exclusivo da Vigilância Epidemiológica Municipal”.
E a profissional reforça: “lembrando que para que uma coleta seja realizada, é feita uma avaliação criteriosa, com envolvimento de todo o Corpo Clínico, da Vigilância Epidemiológica Hospitalar e da Vigilância Epidemiológica Municipal, processo que garante adequada indicação, conforme os critérios clínicos epidemiológicos”.
Bem, vale ressaltar que, até o momento, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não alterou as recomendações de vigilância, prevenção ou classificação de gravidade da Mpox. A orientação é que a vigilância epidemiológica se mantenha constante, com diagnósticos laboratoriais rápidos para a detecção precoce da doença, e todas as instituições de saúde atentas, assim como o Hospital Lindouro Avelar, com equipes preparadas para atendimento à população, caso necessário.
O que é a Mpox?
A “Mpox”, doença viral conhecida por causar feridas na pele, foi descoberta em humanos na atual República Democrática do Congo. Antes chamada de varíola do macaco, é transmitida através de contatos próximos, como beijos, abraços e relações sexuais, além do contato com secreções das vias respiratórias ou das bolhas na pele da pessoa infectada. Os principais sintomas são febre, dores de cabeça e musculares, aumento de linfonodos (ínguas), cansaço, calafrios, bolhas ou feridas na pele.
As feridas, erupções em forma de bolhas ou lesões, que variam entre uma e até milhares, e que duram entre duas a quatro semanas, podem ser planas ou levemente elevadas, preenchidas com um líquido claro ou amarelado que formam crostas que, em seguida, secam e caem. Concentrando-se, principalmente, no rosto, na palma das mãos e planta dos pés, elas causam coceira e dor e podem ocorrer também em outras partes do corpo, como boca, olhos e nas regiões genitais e anais.
Quanto à prevenção, além, claro, da higienização constante das mãos, orientação que vale para todos, sem exceção, e para vários tipos de doenças, atenção e muito cuidado no contato com pessoas infectadas, suspeitas de contaminação e com objetos contaminados. Já para as unidades de saúde, a identificação precoce dos casos suspeitos, o cumprimento de todas recomendações de precauções ligadas à Mpox, o uso de EPIS, quando indicados, e o isolamento dos pacientes, conforme avaliação clínica.