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Dengue: o que é mito e o que é verdade? Confira!

A informação correta é uma grande aliada no combate à dengue. Como muitos hábitos do dia a dia podem ajudar (ou atrapalhar) na prevenção à doença, é importante, além de adotar atitudes eficazes para eliminar os focos do mosquito, ficar atento também ao que, de fato, é real sobre a dengue e o mosquito aedes aegypti.

Então, para não se deixar enganar por um dica ou um boato, confira alguns mitos e verdades em torno da doença!

  • O mosquito da dengue só nasce em água limpa: mito! Embora prefira água limpa, o aedes aegypti também pode depositar ovos em água com detritos e até em água salobra. O foco então deve ser a eliminação de qualquer acúmulo de água.
  • A segunda vez que se pega dengue é sempre mais grave: verdade! Quem já teve o sorotipo da doença tem maior risco de desenvolver a forma grave (hemorrágica) ao ser infectado por um sorotipo diferente. Em resumo, o cuidado deve ser redobrado.
  • Ar-condicionado e ventilador matam o mosquito: mito! Os aparelhos, na verdade, apenas inibem a atividade do mosquito e dificultam o seu voo. Ou seja, ele continua vivo e pode picar assim que os aparelhos forem desligados.
  • Não basta apenas jogar a água fora, é preciso esfregar o recipiente: verdade! Os ovos do mosquito da dengue são resistentes e podem ficar grudados nas paredes dos recipientes por mais de um ano, esperando somente o próximo contato com a água eclodir.

Principais medidas de prevenção à doença:

– Eliminação de potenciais criadouros: o aedes aegypti, vetor da dengue no Brasil, reproduz-se em quaisquer recipientes com água parada. Por isso, é essencial eliminar todos os objetos que possam acumular água (vasos, pneus, garrafas etc.), tampar caixas d’água e tonéis, manter lixeiras bem fechadas, limpar ralos e calhas regularmente e trocar a água de bededouros de animais com frequência.

– Proteção contra picadas do mosquito: o uso de roupas de manga longa e calças pode reduzir a exposição à picada do aedes aegypti, especialmente em seu maior período de maior atividade, ao amanhecer e ao entardecer. A aplicação regular de repelentes em áreas expostas da pele é outra forma eficaz para se proteger contra as picadas do mosquito.

– Instalação de telas mosqueteiras: a instalação de telas mosqueteiras em portas e janelas é ainda mais uma barreira física para evitar a entrada do mosquito.

Sintomas e cuidados durante a doença:

Geralmente, os sintomas da doença, que podem variar de leves a graves, e  incluem febre alta e repentina, dor de cabeça intensa, dor muscular e nas articulações, dor atrás dos olhos, náusea, vômito, fadiga e manchas vermelhas na pele, manifestam-se de quatro a 10 dias após a picada do mosquito infectado.

Na forma mais grave (dengue hemorrágica), que requer atenção médica urgente, os sintomas incluem ainda dor abdominal intensa, vômitos persistentes ou com sangue, sangramentos sob a pele que podem se manifestar como manchas roxas na pele, fraqueza extrema, pressão arterial baixa, confusão, palidez e desmaios.

Já os cuidados durante a doença incluem muita hidratação (essencial no tratamento da dengue, já que os pacientes geralmente apresentam febre alta e suor excessivo, duas manifestações que levam à desidratação), repouso para que o corpo se recupere e, principalmente, monitoramento médico. Pessoas com dengue também devem ser acompanhadas de perto por um profissional para o monitoramento dos níveis de plaquetas no sangue e evolução dos sintomas.

E lembrando que evitar a automedicação é fundamental. Nem todo medicamento pode ser ingerido durante a infecção. Se uma pessoa suspeitar estar infectada com o vírus da dengue, ela deve procurar assistência médica imediatamente!

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