A classificação de risco é uma triagem realizada para sinalizar a urgência necessária para o atendimento de um paciente. Utilizada pela maioria dos hospitais, principalmente com atendimento de urgência e emergência, ela leva em consideração critérios como complexidade do quadro, grau de sofrimento e risco a vida.
O que muitas pessoas que aguardam atendimento, normalmente com quadros simples, acreditam ser uma demora na espera é na verdade então a “classificação de risco”, um método que salva vidas. Em resumo, a prioridade por gravidade. Ou seja, quem corre risco iminente de vida sempre será atendido primeiro.
Além de otimizar recursos das instituições de saúde, garantindo que pacientes em condições mais graves tenham prioridade no atendimento, o objetivo é organizar a etapa de acolhimento, assegurando que o quadro de cada um seja realizado de acordo com sua classificação de risco.
Protocolo de Manchester: sistema de triagem utilizado pelo Hospital Lindouro Avelar e por hospitais do mundo inteiro
Criado entre 1994 e 1995 na cidade de Manchester, na Inglaterra, e aplicado no Brasil pela primeira vez em 2008, em Minas Gerais, o “Protocolo de Manchester”, sistema utilizado pelo Hospital Lindouro Avelar e por hospitais do mundo inteiro, funciona da seguinte forma: ao chegar na unidade de saúde, os pacientes passam por um processo de triagem que filtra os casos mais graves. Com base nessa avaliação, feita por profissionais qualificados, médicos e enfermeiros, é definida a ordem de atendimento por meio da adoção de pulseiras coloridas, divididas em cinco cores, e uma previsão do tempo de espera.
Validado cientificamente como um método que assegura um atendimento mais ágil, eficiente e muito mais assertivo, o sistema, que faz toda a diferença no dia a dia das instituições, é fundamental para a organização dos atendimentos, especialmente em unidades com alto fluxo de pacientes.
Conheça as cinco cores e o significado de cada uma das pulseiras no processo de triagem:
- Vermelho: Emergência (atendimento imediato)! Atendimento a quadros clínicos gravíssimos com risco imediato do paciente perder a vida. Ex.: parada cardiorrespiratória, trauma grave e AVC.
- Laranja: Muito urgente (atendimento em até 10 minutos)! Atendimento a quadros graves com risco imediato de perda de função de órgãos ou membros. Ex.: fraturas expostas, dor torácica intensa e crise asmática grave.
- Amarelo: Urgente (atendimento em até 50 minutos)! Atendimento a quadros que apresentam gravidade moderada. Ex.: dor abdominal intensa, febre alta persistente e crise de ansiedade aguda.
- Verde: Pouco urgente (atendimento em até 120 minutos)! Atendimento a quadros apresentando casos de menor gravidade. Ex.: cortes superficiais, dor de cabeça moderada e infecções urinárias simples.
- Azul: Não urgente (atendimento em até 240 minutos)! Atendimento a quadros que não apresentam risco imediato de agravo à saúde. Ex.: consultas de rotina, troca de curativos, renovação de receitas e dor leve de longa duração.
E vale lembrar que, mais do que uma forma de otimizar os fluxos, os protocolos de classificação de risco contribuem também para o entendimento dos pacientes quanto à decisão de buscar sempre os locais mais adequados para atendimento.
Para casos de baixa gravidade, por exemplo, o ideal é que os usuários procurem primeiros os postos de saúde, unidades preparadas para lidar com ocorrências de forma mais rápida. O paciente não enfrenta assim longos períodos de espera e o Hospital, sem sobrecarga em sua estrutura, fica liberado para casos mais graves e emergenciais.
Enfim, entender esse sistema é fundamental. A calma é sempre mantida nos ambientes e o funcionamento de cada um deles é sempre mais justo e eficiente para todos!