Criada nos Estados Unidos em 1990, a campanha “Outubro Rosa” que, desde então, cresceu mundialmente, e nos últimos anos incluiu, além da prevenção ao câncer de mama, também em suas ações a prevenção ao câncer de colo de útero, teve início no Brasil em 2002. O objetivo aqui e mundo afora: motivar e instrumentalizar a população e os profissionais de saúde para as ações de controle e para o cuidado integral ao câncer de mama e do colo do útero, com foco na prevenção e na detecção precoce.
Dados apontam o câncer de mama, multiplicação desordenada de células anormais da mama que pode formar tumores malignos com potencial de invadir outros tecidos, como o tipo que mais acomete mulheres em todo o mundo. No Brasil, é o mais comum entre as mulheres, com registro de mais de 73 mil novos casos por ano. A boa notícia é que a prevenção (fatores de proteção) e a detecção precoce (identificação na fase inicial) contribuem de forma comprovada para a redução da incidência e da mortalidade por esse tipo de doença.
Prevenção
É importante ressaltar que mais de 15% dos casos de câncer de mama podem ser evitados simplesmente com a adoção de hábitos saudáveis, como, por exemplo, alimentação equilibrada e prática de atividade física, ações que estão associadas à redução do risco de desenvolver a doença que não tem apenas uma causa. Além da idade, destaque também para outros fatores que aumentam o risco: ambientais e comportamentais, fatores da história reprodutiva e hormonal e fatores genéticos e hereditários.
Autoexame e mamografia
A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres. Por isso, é importante que elas realizem o autoexame mensalmente, de preferência uma semana após o ciclo menstrual. Durante o autoexame elas devem observar quaisquer alterações mamárias. A prática atenta das mulheres em relação às mamas é fundamental para a detecção precoce da doença.
E, aliado ao autoexame, o rastreamento mamográfico, exame realizado quando não há sinais nem sintomas suspeitos, é outra importante estratégia na detecção precoce do câncer de mama. A recomendação da mamografia de rastreamento pelo Ministério da Saúde é a realização em mulheres a partir dos 40 anos de idade, anualmente, e em mulheres com idade entre 50 e 69 anos a cada dois anos. Para mulheres com risco elevado de câncer de mama, é recomendado o acompanhamento médico individualizado.
Sinais e sintomas
O diagnóstico precoce envolve a identificação de sinais e sintomas suspeitos. Quanto mais cedo eles forem detectados, mais fácil será curar a doença. Se diagnosticado no estágio inicial, as chances de cura chegam a 95%.
Então, ao sinal de qualquer indício da doença, como caroço (nódulo) no seio ou na axila, geralmente endurecido, fixo e indolor; pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja; e descamação, secreção ou dor no mamilo, procure um médico imediatamente!