Foi encerrada nos últimos dias a primeira fase da implementação do “Projeto Lean nas Emergências” no Hospital Lindouro Avelar. Os resultados da implementação, além de implicarem em muitos benefícios à população, enche toda a equipe da Instituição de orgulho e alegria.
Graças à otimização de processos, que garante, por exemplo, a qualidade do atendimento e investimentos em capacitação e tecnologia, o Hospital Lindouro Avelar transforma, a cada dia, desafios em conquistas.
Atendendo a cerca de cinco mil pacientes a mais no último ano, o Hospital atingiu uma marca superior a 80 mil atendimentos. E isso com uma eficiência que supera, segundo dados da equipe que acompanha a Instituição no Projeto, a de muitos hospitais do mesmo porte no Brasil.
Foram 12% de atendimentos voltados a casos de alta complexidade, 63% à clínica médica, 14% à procedimentos cirúrgicos, 13% voltados à especialidade de pediatria e 9% à de ortopedia.
E com uma média de 17 internações por dia e uma taxa de permanência de três na internação, o Hospital Lindouro Avelar, por meio de todas as implementações e mudanças, segue, diariamente, trabalhando em prol de uma saúde cada vez melhor para a população e mostrando que agilidade e cuidado caminham juntos.
O que é o Projeto Lean?
Desenvolvido pelo Ministério da Saúde por meio do “Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde”, o Proadi/SUS, em parceria com o Hospital Sírio Libanês, o “Lean”, que em uma tradução livre para o português quer dizer “enxuto”, é uma filosofia de melhoria de processos baseada em tempo e valor, desenhada para assegurar fluxos contínuos e eliminar desperdícios e atividades de baixo valor agregado.
Alguns dos problemas a serem solucionados nos serviços de emergência durante a implementação do Projeto envolvem situações como serviços de urgência sempre lotados, dificuldade de internação de pacientes, recusa de recebimento de ambulâncias, transporte fragmentado e desorganizado, ausência de atendimento especializado e atendimento e lotação nos serviços de urgência de pacientes de baixo risco.
Já os principais resultados, que são muitos, implicam na diminuição do tempo de espera no atendimento na porta da emergência e na agilidade na busca de leito, no aumento do giro de leitos, no engajamento da equipe e no apoio da direção, em medidas assertivas de gestão e no abastecimento de medicamentos, em mais qualidade nos serviços prestados, na redução do tempo médio de permanência, em um novo fluxo de atendimento ao paciente e de trabalho da equipe envolvida, em uma maior agilidade das atividades voltadas à assistência e na melhor orientação das equipes para a “tomada de decisão”, na construção coletiva do Plano de Contingência e no aumento da satisfação dos usuários e dos colaboradores.